Amado tênis velho…

Antes (esquerda), Depois (direita)

Antes (esquerda), Depois (direita)

Sabe aquele tênis velho, que já pegou o formato do seu pé, que não machuca e é o primeiro a saltar da prateleira quando você abre o guarda-roupas? Esse par me acompanhou nos dois anos de faculdade, chegam a ir sozinhos até lá se me descuidar, mas ficaram gastos e estavam muito, mas muito feios!

Pesquisei bastante e vi que, em peças de couro natural, podemos usar tinta de tecido para renovar a pintura. Não queria trocar o dourado, gosto dele assim “peruando”! rs, e resolvi testar. Deu certo! Ufa! Foram duas camadas bem espalhadas de tinta de tecido dourada, da Acrilex aplicadas com pincel chato macio. Como a cor é próxima, concentrei as pinceladas nas áreas mais gastas dele e a diferença de tonalidade foi mínima. Essa tinta tem uma certa transparência, não cobre totalmente o sapato e isso ajudou a deixar o resultado mais natural.

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Quando terminei a aplicação, reparei que ficou um tanto fosco o acabamento, mas nada que Óleo Johnsons não resolvesse.  Apliquei algumas gotas de óleo e lustrei com uma flanela.

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Ainda não estava preparada para me desfazer dele…

Handmade Filter – Faber Castell e Zupi

Imagem: www.zupi.com.br

Imagem: www.zupi.com.br

Durante o mês de fevereiro, a Faber Castell em parceria com a Zupipromoveu uma ação no Instagram chamada Handmade Filter. A ideia é incentivar a produção artesanal dos nossos registros, ao invés de apenas clicar com o celular. As fotos postadas com a hashtag #IdeiasFeitasaMao foram selecionadas para serem ilustradas por vários artistas feras!

A promoção já acabou, mas vale a pena conferir os vídeos. Dá vontade de largar tudo e pegar o sketchbook já! pena que tenho que trabalhar…

 

 

 

“papel não tem Ctrl+Z” < demais!!!

Aqui tem o canal oficial da Faber Castell no Youtube com todos os vídeos.

“Volte a colocar suas ideias no papel”

Nunca é tarde!

*Post só para explicar a lacuna de quase 2 anos do blog

Foto: Vanessa Lima - Universidade Cruzeiro do Sul - Campus Anália Franco - Edifício Luiza - 2012

Foto: Vanessa Lima – Universidade Cruzeiro do Sul, Campus Anália Franco, Edifício Luiza – 2012

Quem nunca pensou em seguir profissões completamente diferentes a cada ano de sua vida? Jornalista, pediatra, advogada e filósofa (oi?) foram algumas carreiras que me passaram em mente. Acabei encontrando a área de design gráfico, meio que sem escolha, fui sendo direcionada para essa profissão através de muita curiosidade e força do destino.

Em 2000 fiz meus primeiros projetos, na época era auxiliar de escritório em uma empresa que funcionava como show-room da Kodak na linha de documentos digitais. Depois fui para uma outra empresa, onde trabalhei como vendedora. Em ambas, fiz algumas versões de folhetos traduzidos e tive meus primeiros contatos com softwares gráficos. Depois disso, dividi as tarefas de criação com a área administrativa na empresa que tenho com meu marido. Vieram os sites, alguns cursos e a constatação: precisava de uma base de estudos para fundamentar o que já tinha percebido em algumas situações.

Em 2012, chego na sala de aula. Imagine o susto de se ver como uma das mais velhas ali? E estava com 30 anos! Ó céus… mas isso tudo ajudou e muito. A maturidade em que me encontrava me fez seguir adiante, e a vivência ajudou a relacionar o que estava aprendendo com o que já tinha visto em prática. Mas tem o outro lado, quando se tem 30 anos, dois filhos, casa e emprego, sobra menos tempo para estudar (no meu caso, faltou tempo pra tudo!). Foi difícil, mas sabia que não seria impossível.

A rotina teve que ser ajustada, o dia começava bem cedo e seguia até quando as obrigações terminavam, ou em alguns casos, quando o sono me vencia e dormia em cima dos livros. Mas valeu a pena, cada instante, cada choro e surto. Por ser mais velha, encontrei muito apoio nos meus professores, alguns com apenas alguns anos de diferença o que fez com que ganhasse amigos.

Fui representante de sala durante todo o curso (para alegria de alguns, desespero de outros, rs), queria aproveitar cada minuto do curso intensamente e assim fiz! Foi bom e repetiria tudo novamente, do mesmo jeito. Da mesma forma que vi muitos amadurecerem ali, também ganhei muito, muito mais do que imaginava. Ganhei amigos, carinho, conhecimento e reconhecimento.

Meu pai se formou aos 40. Antes disso, por conta das surpresas da vida, o estudo não era uma prioridade, criar os filhos sim era uma prioridade. E assim foi até que ele pode concluir o bacharelado em Direito com os netos na platéia. Foi bom retribuir todo esse estímulo com quem acompanhou de perto e sofreu as consequências do meu afastamento, dando orgulho para os meus filhos quando ganhei o certificado de maior nota da turma concluinte e uma bolsa de estudos de pós graduação. Espero que possa ter sido exemplo para eles como meu pai foi para mim. 

Nunca é tarde para aprender, e hoje acredito que quanto mais tarde melhor.

 

ps. me perdoe, caro leitor, pela falta de modéstia do texto, mas eu fiquei feliz pra #ca@&¨>”! com tudo isso!

Atitude responsável: você pratica?

 

Quantas foram as vezes em que ouvimos frase desse tipo:

 

“Reciclo meu lixo, separo tudo antes da coleta”

“Só uso Ecobags para minhas compras, estou agindo com consciência ambiental!”

“Vou comprar essa roupa 100% algodão porque é matéria-prima natural e ecológica”

 

Aí você pensa: “Bacana! Essa pessoa tem uma atitude legal, ela pensa no futuro e faz sua parte na preservação do meio ambiente!”. Você se engana… e feio!

O primeiro erro é confundir o que pode ser reciclado e o que pode ser reutilizado. Reciclar uma latinha de refrigerantes faz com que o alumínio retorne à sua foma original, gerando um novo produto industrializado com as mesmas características. Reutilizar é dar nova aplicação para aquele resíduo, quando ele pode ser destinado ou transformado para que possamos utilizar novamente (por exemplo, artesanato com materiais reutilizáveis onde podemos utilizar uma calça jeans para produzir uma bolsa).

Um dos maiores impulsionadores da degradação ambiental, da exploração de matérias naturais é justamente o consumo abusivo. Compramos porque estamos felizes, porque estamos tristes, porque queremos, precisamos e também por impulso. São poucos os que não tem ambições, os que não desejam e os que não consomem.

Falando especificamente em moda, esse consumo é alarmante. Mas, você sabe realmente o que está comprando? Sabemos pouco, e ainda tem muito o que mudar tanto nas cadeias de produção quanto no comportamento do consumidor.

Ao comprar uma camiseta você se lembra de tudo o que foi necessário para que ela chegasse até o seu guardar roupas?

Desde o princípio: a matéria-prima é cultivada com uso intenso de água e agentes contaminadores do solo para que haja menor perda da plantação. Depois esse material é preparado, fiado, tingido com corantes ou alvejados com branqueadores (ambos poluentes) consumindo mais água e trançado para que se torne um tecido plano. Esse tecido segue para as fábricas onde é feito o corte, gerando resíduos têxteis. Após ser costurado com fios sintéticos, que podem prejudicar a reciclagem pós-consumo, essa peça segue para os centros de distribuição e/ou lojas embalados em sacos plásticos, etiquetados com tags de papel especial, e você compra.

Para você pode ter sido um mero passeio no shopping, um clique em uma loja virtual, mas aquela peça é muito mais do que isso. Cada pequeno mimo que consumimos tem uma história, uma fase onde gerou degradação ou resultou em poluição do ecossistema. Consumir responsavelmente é ter noção de que o ato de comprar gera impactos, e estes podem ser agravados quando o consumo é descartável, algo que você vai utilizar muito pouco ou até mesmo nem utilizar.

Todos precisamos de roupas, vestir, calçar e também (porque não?) ter acessórios que faça a gente se sentir bem. Isso é natural, é da natureza humana se enfeitar e ter sua auto-estima elevada. Mas consumir mais do que podemos utilizar pode ser prejudicial ao bolso, e ao meio ambiente.

Separar o lixo deveria ser obrigação, questão de bom senso. Usar ecobags é mais do que uma questão de “mostrar” atitudes sustentáveis, é ter consciência de que o plástico é um grade vilão, mas não o único, da situação que vivemos. Escolher o que se compra, sua procedência e conhecer todo o sistema de produção que envolve o que consumimos é o começo para qualquer idéia equivocada que possamos ter.

Atitudes responsáveis e sustentáveis não surgirão em 20 anos, nada será mudado em tão pouco tempo.

Um dia de cada vez…

Como poderíamos explicar as amizades? É algo tão simples, comum e ao mesmo tempo tão complexo não é?

Relações pessoais são complicadas, delicadas e naturais. Complicadas porque sempre envolve duas (ou mais) pessoas que são completamente diferentes, tem condições financeiras, pensamentos e valores diferenciados.

Aí entra o lado “delicado” da situação. Não é fácil “casar” isso tudo, mas a boa educação é sempre o princípio básico de qualquer convivência, e quando ela falta… bom, aí não tem jeito mesmo.

Lembro de minha avó dizer que “se você não se dá com o vizinho do lado, pode ser que ele seja um chato. Se o da frente também não conversa com você, você pode ter tido muito azar. Mas se o vizinho do lado, o da frente, o outro, mais outro e ainda o outro, todos eles não são legais e por isso você não conversa mais com eles, pode ser que o problema seja você”. E é assim mesmo que as coisas funcionam, pode reparar.

Não é fácil entrar em um grupo ou até mesmo, formar um grupo. Afinidades são avaliadas inconscientemente, as aproximações são feitas e pronto! Você tem um novo amigo. Aqui a naturalidade se mostra, quando esse seu novo amigo não é seu “novo amigo de infância best friend forever” mas sim alguém que você respeita, entende e admira.

A timidez é algo que complica muito para a aproximação, normalmente o tímido não se abre e não deixa que o outro se aproxime. Tem também o vaidoso, aquele que acha que o mundo está abaixo da linha do horizonte que enxerga. Acho que esses são os piores… Nada mais triste do que alguém que não se aproxima porque acha que o mundo não lhe merece. Arrogância? Poderia definir assim também, definitivamente são os tipos que mais me enojam!

Costumo me aproximar das pessoas com facilidade, mas com o passar dos anos (e com o passar dos tombos) aprendi a soltar a corda devagar. Se me pedem a mão dou o braço, mas não venha querer minha alma porque aí já é demais. Tipos assim são os amigos “vampiros”, sugadores de energias que fazem a gente ficar mal. Normalmente são identificados como os que te amam desde o primeiro dia que se viram, se fazem de vítima e tudo que você possa dizer é para apenas prejudicá-los. Que dó, que dó, que dó! Triste viver assim não é?

“Você é tão mal, me falou a verdade e me magoou!”

Ouvir a verdade é difícil, mas ainda mais difícil é o caminho que escolhi: dizer a verdade. E engolir sapos, lógico. Não vale a pena bater de frente com quem tem muito a mudar para me agradar, me distancio facilmente e sem nenhum tipo de remorso.

Nada como um dia após o outro…